quinta-feira, 22 de outubro de 2009

dente de leão!


Nas histórias da Dia as estrelas nascem da terra
colhem-se delicadamente
e com um sopro suave
voam para o infinito
aonde só o amor as consegue ver.

domingo, 5 de julho de 2009

Férias!




Alguém me pode dizer porque é tão bom estar de Férias?
Será porque o sol nos convida mais vezes para ir passear com ele?
Será porque o vento nos refresca a cara e se enrosca nos nossos cabelos?
Será porque o mar nos faz cócegas nos pés e nos tempera com sal?

Acho que é porque temos mais tempo para abraçar o mundo e as pessoas de quem gostamos!



obrigado Lúcia e Luis!!

terça-feira, 16 de junho de 2009

Já passaram mil anos sobre o nosso encontro...



Numa noite em que o céu tinha um brilho mais forte
E em que o sono parecia disposto a não vir
Fui estender-me na praia sozinho ao relento
E ali longe do tempo acabei por dormir

Acordei com o toque suave de um beijo
E uma cara sardenta encheu-me o olhar
Ainda meio a sonhar perguntei-lhe quem era
Ela riu-se e disse baixinho: estrela do mar
Sou a estrela do mar

Só ele obedeço, só ele me conhece
Só ele sabe quem sou no principio e no fim
Só a ele sou fiel e é ele quem me protege
Quando alguém quer à força
Ser dono de mim

Não se era maior o desejo ou o espanto
Mas sei que por instantes deixei de pensar
Uma chama invisível incendiou-me o peito
Qualquer coisa impossível fez-me acreditar

Em silêncio trocámos segredos e abraços
Inscrevemos no espaço um novo alfabeto
Já passaram mil anos sobre o nosso encontro
Mas mil anos são poucos ou nada para a estrela do mar

Jorge Palma

sábado, 16 de maio de 2009

Dia Fadista!







Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se um português marinheiro,
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.

Que perfeito coração
no meu peito morreria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.

Música: Alain Oulman
Letra: Alexandre O'Neill

terça-feira, 12 de maio de 2009

Menino do Rio


Menino do Rio
Calor que provoca arrepio
Dragão tatuado no braço
Calção corpo aberto no espaço
Coração, de eterno flerte
Adoro ver-te...
Menino vadio

Tensão flutuante do Rio
Eu canto prá Deus
Proteger-te...
O Hawaí, seja aqui

Tudo o que sonhares
Todos os lugares
As ondas dos mares
Pois quando eu te vejo
Eu desejo o teu desejo...
Menino do Rio

Calor que provoca arrepio
Toma esta canção
Como um beijo...
Menino do Rio

Calor que provoca arrepio
Dragão tatuado no braço
Calção corpo aberto no espaço
Coração, de eterno flerte
Adoro ver-te...
Menino vadio

Tensão flutuante do Rio
Eu canto prá Deus
Proteger-te...
O Hawaí, seja aqui

Tudo o que sonhares
Todos os lugares
As ondas dos mares
Pois quando eu te vejo
Eu desejo o teu desejo...

Caetano Veloso
(cantado por João Gilberto)

segunda-feira, 27 de abril de 2009

És a manhã da minha vida!



(1966) Barry Gibb (Nina Simone)

In the morning when the moon is at its* rest,
you will find me, at the time I love the best
watching rainbows play on sunlight;
pools of water ice cream cold light,in the morning.
yeah yeah yeah
its the morning of my life.

In the daytime I will meet you as before.
You will find me *waiting by the ocean floor,
building castles in the shifting sands
in a world that nobody understands,
In a morning.
it's* the morning of my life
'Tis the morning of my life

In the morning of my life
the minutes take so long to drift away
Please be patient with your life
It's only morning and you're still to live your day

In the ev'ning I will fly you to the moon
To the top right hand corner of
the ceiling in my room
Where we'll* stay till the sun shines
Another day lay on clothes lines
I'll be yawning
It is the morning of my life
This is* the morning of my life



segunda-feira, 20 de abril de 2009

Dia Raiz



Oh, it's a mystery to me
We have a greed with which we have agreed
And you think you have to want more than you need
Until you have it all you won't be free

Society, you're a crazy breed
Hope you're not lonely without me...

When you want more than you have
You think you need...
And when you think more than you want
Your thoughts begin to bleed
I think I need to find a bigger place
Because when you have more than you think
You need more space

Society, you're a crazy breed
Hope you're not lonely without me...
Society, crazy indeed
Hope you're not lonely without me...

There's those thinking, more-or-less, less is more
But if less is more, how you keeping score?
Means for every point you make, your level drops
Kinda like you're starting from the top
You can't do that...

Society, you're a crazy breed
Hope you're not lonely without me...
Society, crazy indeed
Hope you're not lonely without me...

Society, have mercy on me
Hope you're not angry if I disagree...
Society, crazy indeed
Hope you're not lonely without me...

sábado, 14 de março de 2009

Estou de volta!



Não se preocupem, eu estou volta!
Esta coisa dos blogues...são como as plantas: são fáceis de comprar, mas é preciso regar todos os dias!

domingo, 22 de fevereiro de 2009

A festa da figueira 9

Eis o Verão! e com este as férias da escola, os banhos na lagoa, as brincadeiras nas sombras das árvores e os serões até mais tarde...
Dia chega junto da Figueira, a cantarolar, com o seu vestido vermelho de bolso amarelo. Mais uma vez sobe pelo tronco da sua amiga. O Sol está bem alto, espreitando pelo meio da folhagem. Pifo enrosca-se e Dia prepara-se para dormir uma boa soneca nos braços da sua amiga... quando subitamente o silêncio da leve brisa é interrompido por uns sons estranhos vindos do pinhal.

- Não tenhas medo! disse a Figueira.
- O que é? disse Dia assustada.
- São os meus convidados!


Dia vê um esquilo a saltitar por entre os ramos e repara que ele apanha um figo! A seguir aparece um javali a cheirar a terra. Logo de seguida aparecem o coelho e o veado. Debaixo da terra, surge a toupeira e do ar o rouxinol e a cegonha. Um imponente cavalo selvagem vem comer os figos que esta tem para dar. Por fim, devagarinho, um ouriço acaba de chegar!
Num ápice a nossa menina está rodeada por todos os animais do bosque, está maravilhada, nunca pensou ver tantos animais selvagens juntos. Então, sorridente, ajuda a sua amiga a servir os convidados da festa...afinal valeu mesmo a pena esperar. Dia está radiante com a recompensa. Enquanto isso, Pifo olha os animais assustado e um pouco ciumento ! nunca tinha imaginado tantos animais diferentes, afinal apenas conhecia os cães lá da rua e algumas espécies pequenas que às vezes lhe serviam de jantar....
- Ahh! Então esta é a tua festa!
– Sim Dia, uma vez por ano, ofereço a todos os animais do bosque os meus figos. Todos fazemos uma festa, prova um figo também, são saborosos!
– Humm! são mesmo bons – disse Dia toda “lambuzada” !
– Espero que gostes da minha festa...e que mesmo depois de terminada me continues a presentear com a tua companhia e as tuas conversas .... e as "sonecas" do Pifo claro.

- Claro que sim! tu ensinaste-me algo de muito precioso... contigo aprendi que ao lado de um Amigo vale a pena esperar até à eternidade!
...e afinal ainda falta o Outono e tenho muitas folhas para te limpar!
FIM!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

A festa da figueira 8

A leitura foi ocupando o tempo, e Dia foi sonhando com a história do seu livro enquanto Pifo dormia enroscado a seu lado até que de repente olhou para o relógio e assustou-se; - Opss! já são 6 horas, tenho que ir embora, daqui a nada escurece e posso perder-me na montanha!
- Horas, perguntou a árvore, o que isso?
- Não sabes o que são Horas ??? é o modo como dividimos o nosso tempo; "um ano tem 365 dias, um dia tem 24 horas, uma hora tem 60 minutos e um minuto tem 60 segundos!"
- Que confusão! - disse a Figueira - como consegues decorar isso tudo?
- Não decoramos, temos um relógio! E tu, como contas o teu tempo?
- Bom, temos o dia e a noite, temos O Inverno, A primavera, O Verão e Outono e assim vão passando os tempos...não precisamos dessas máquinas do tempo!!

E assim foi, vieram noites e dias e os tempos foram passando.
As duas amigas iam conversando entre folhas majestosas, protegendo-as do calor que já espreitava. As pequenas flores iam dando lugar aos frutos verdes espalhando um perfume que se estendia pela clareira:

- Ai que cheirinho tão bom! disse Dia para a Figueira.
- São os meus frutos, os figos...sinto que já falta pouco para a minha festa!...
Dia lembrou-se que tinha prometido a si própria que não voltava a perguntar pela festa, mas não resistiu e perguntou:
- Já me podes dizer quando é a tua festa?
- Não sei ao certo, não tenho relógio! ; disse a Figueira a sorrir... mas em breve a natureza o dirá!
Dia fica intrigada com a resposta da Figueira, começa a pensar que afinal não havia festa nenhuma ! Será tudo isto uma desculpa para a levar a visitar diariamente a sua nova amiga? Está um pouco confusa! mas lembrou-se novamente dos ensinamentos sobre a espera e do tempo das plantas... há que saber esperar e as árvores têm o seu tempo, temos que o respeitar! Talvez um dia receba uma boa surpresa !! Afinal gostava tanto de estar com a sua amiga que não custava nada esperar pela tal festa.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

A festa da figueira 7


Dia fica pensativa com o ensinamento da Figueira e promete a si mesma que nunca mais irá falar na festa da Figueira ... vai esperar pacientemente por aquele dia tão especial, mas visitará a Figueira todos os dias.

Ao ver a menina tão cabisbaixa, a Figueira resolve mudar de assunto:
– Vejo que trazes um livro! Sobe para o leres ,vais ver que sabe melhor!

Dia assim o faz , e aproveita para o ler alto para a figueira a ouvir.

- Sabes a minha mãe costuma dizer se conversarmos com as plantas elas crescem melhor.
- É verdade, vejo que já começas a entender melhor a natureza!

sábado, 31 de janeiro de 2009

A festa da figueira 6




Já a neve e o frio tinham partido e as primeiras folhas das árvores espreitam ... A Primavera já chegara ...as andorinhas serpenteiam nos céus e a Figueira não podia estar mais feliz envergando já as primeiras flores. A sua beleza atrai as abelhas e os passaritos, no entanto a Figueira sente a falta da sua amiga, daquela menina muito curiosa; espera , espera até que um dia esta volta!

- Olá Figueira!, Estás linda, até parece que vais a um baile!
- Olá Dia, sejas bem vinda à minha clareira! Sim, agora sinto-me muito melhor!
- E a tua festa, quando é?!
- Ainda é cedo, tu não gostas de esperar! A culpa não é tua, os Homens não sabem esperar, querem tudo muito rápido não dão valor à espera. A natureza sabe esperar, desde a semente até à mais majestosa árvore vão muitas primaveras...e muita, muita paciência.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

A festa da figueira 5


O Inverno decorre normalmente sem que Dia voltasse a visitar a sua nova amiga, já que partira para passar uma temporada com a sua avó na cidade, mas com a partida do frio Dia regressará à sua aldeia para visitar a sua amiga.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

domingo, 25 de janeiro de 2009

A festa da figueira 4


Dia põe mãos à obra e começa a tirar a neve de cima da Figueira. Basta abanar os ramos e a neve cai para o chão... acaba de descobrir uma nova brincadeira! Pifo é que não gostou, estava já enterrado na neve só com os bigodes de fora!

- Estou bem mais leve! - afirmou a Figueira - não sei como te agradecer...espera! para te retribuir convido-te a ti e ao teu amigo para a minha festa, aceitas ?
- Festas? Adoro Festas! Têm bolos, sumo de maracujá e pipocas!
- Bom, a minha festa é um bocadinho diferente das tuas, ainda vai levar algum tempo para acontecer, se aceitares o meu convite, tens que ter paciência.... mas no fim vai valer a pena, prometo.
- Está bem, aceito!
Dia despede-se da sua nova amiga um bocado desconfiada, pensa que a Figueira inventou a festa só para se encontrar com ela mais vezes! Afinal uma festa sem caramelos, não é uma festa!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

A festa da figueira 3


De repente, no meio do espesso pinhal surge uma clareira e no centro uma árvore. Não é igual às outras, tem um grande e tortuoso caule e a casca é cinzenta e lisa, os ramos encontram-se cobertos pela neve parecendo muito frágeis...e está completamente despida!
Dia aproxima-se devagar, olha-a então espantada e de repente ouve uma voz :
-…tenho frio…tenho frio…tenho muito frio…
Pifo fica todo eriçado!, Dia olha à sua volta mas não vê ninguém.
- Quem está aí? - grita Dia, olhando para o céu.
- Sou a Figueira, desculpa ter-te assustado mas estou com muito frio, podes ajuda-me?
- Figueira? Nunca ouvi falar de ti! Como vieste aqui parar?
- Vim de uma terra longínqua, a Índia, plantaram-me nesta clareira há muitas Primaveras atrás, o Sol tem-me ajudado a crescer mas esta neve está a acabar comigo. Sabes os Homens correm o mundo e escolhem as flores mais bonitas para plantar nos seus jardins, mas muitas vezes esquecem-se que as plantas podem não se sentir bem em climas diferentes, e sofrer com isso. E tu como te chamas?
– Dia e este é o Pifo o meu melhor amigo...sabes eu adoro neve, como pode fazer-te mal !? - exclama Dia muito admirada.
- Para ti pode até ser divertida, brincas com ela e depois voltas para casa para o aconchego da lareira. Eu tenho que aguentar o frio, não posso sair daqui e não estou habituada à neve como os pinheiros!
- Estranho... eu sei que não caminhas como eu, mas tu falas e as árvores não falam!
- É verdade que as arvores não falam, mas eu não estou a falar contigo! Sabes Dia, quando pensamos também escutamos pensamentos, não precisamos de falar.
- Então estou a escutar o teu pensamento!
- Muito bem ! Mas vá lá, ajuda-me a tirar esta neve em cima de mim, está a pesar-me e estou a gelar.....brrrr!!

domingo, 18 de janeiro de 2009

A festa da figueira 2



A neve cobre todos os bocadinhos das casas, desde as telhas às soleiras das portas. Um lençol de algodão muito fofo cobre passeios, ruas, árvores e toda a paisagem.
Os cedros que envolvem a aldeia estão pintados de branco, parecem
pequenos montinhos... filhotes da Montanha!
- Vamos pela colina abaixo - diz Dia para o Pifo!
Os dois deslizam com um trenó improvisado, uma tábua, e chegam até ao sopé - Desvia-te das árvores! - exclama a menina para o seu gato!










quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

A festa da figueira 1














Iupi! pela primeira vez neva na aldeia!

Uma linda menina, de nome Dia pega nas luvas e no sobretudo e corre para a porta. Sai de casa e logo um amigo a acompanha, seu gato Pifo!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

O meu primeiro livro!

Aqui está a capa do meu primeiro livro!

A partir desta quarta-feira, vou colocar "A festa da figueira" no blog!

Todas as quartas e domingos, podes seguir as minhas aventuras com a companhia do meu gato, O Pifo!

O Miguel Carvalho e a Ana Vale escrevem a História,
O Miguel faz a ilustração!