domingo, 25 de janeiro de 2009

A festa da figueira 4


Dia põe mãos à obra e começa a tirar a neve de cima da Figueira. Basta abanar os ramos e a neve cai para o chão... acaba de descobrir uma nova brincadeira! Pifo é que não gostou, estava já enterrado na neve só com os bigodes de fora!

- Estou bem mais leve! - afirmou a Figueira - não sei como te agradecer...espera! para te retribuir convido-te a ti e ao teu amigo para a minha festa, aceitas ?
- Festas? Adoro Festas! Têm bolos, sumo de maracujá e pipocas!
- Bom, a minha festa é um bocadinho diferente das tuas, ainda vai levar algum tempo para acontecer, se aceitares o meu convite, tens que ter paciência.... mas no fim vai valer a pena, prometo.
- Está bem, aceito!
Dia despede-se da sua nova amiga um bocado desconfiada, pensa que a Figueira inventou a festa só para se encontrar com ela mais vezes! Afinal uma festa sem caramelos, não é uma festa!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

A festa da figueira 3


De repente, no meio do espesso pinhal surge uma clareira e no centro uma árvore. Não é igual às outras, tem um grande e tortuoso caule e a casca é cinzenta e lisa, os ramos encontram-se cobertos pela neve parecendo muito frágeis...e está completamente despida!
Dia aproxima-se devagar, olha-a então espantada e de repente ouve uma voz :
-…tenho frio…tenho frio…tenho muito frio…
Pifo fica todo eriçado!, Dia olha à sua volta mas não vê ninguém.
- Quem está aí? - grita Dia, olhando para o céu.
- Sou a Figueira, desculpa ter-te assustado mas estou com muito frio, podes ajuda-me?
- Figueira? Nunca ouvi falar de ti! Como vieste aqui parar?
- Vim de uma terra longínqua, a Índia, plantaram-me nesta clareira há muitas Primaveras atrás, o Sol tem-me ajudado a crescer mas esta neve está a acabar comigo. Sabes os Homens correm o mundo e escolhem as flores mais bonitas para plantar nos seus jardins, mas muitas vezes esquecem-se que as plantas podem não se sentir bem em climas diferentes, e sofrer com isso. E tu como te chamas?
– Dia e este é o Pifo o meu melhor amigo...sabes eu adoro neve, como pode fazer-te mal !? - exclama Dia muito admirada.
- Para ti pode até ser divertida, brincas com ela e depois voltas para casa para o aconchego da lareira. Eu tenho que aguentar o frio, não posso sair daqui e não estou habituada à neve como os pinheiros!
- Estranho... eu sei que não caminhas como eu, mas tu falas e as árvores não falam!
- É verdade que as arvores não falam, mas eu não estou a falar contigo! Sabes Dia, quando pensamos também escutamos pensamentos, não precisamos de falar.
- Então estou a escutar o teu pensamento!
- Muito bem ! Mas vá lá, ajuda-me a tirar esta neve em cima de mim, está a pesar-me e estou a gelar.....brrrr!!

domingo, 18 de janeiro de 2009

A festa da figueira 2



A neve cobre todos os bocadinhos das casas, desde as telhas às soleiras das portas. Um lençol de algodão muito fofo cobre passeios, ruas, árvores e toda a paisagem.
Os cedros que envolvem a aldeia estão pintados de branco, parecem
pequenos montinhos... filhotes da Montanha!
- Vamos pela colina abaixo - diz Dia para o Pifo!
Os dois deslizam com um trenó improvisado, uma tábua, e chegam até ao sopé - Desvia-te das árvores! - exclama a menina para o seu gato!










quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

A festa da figueira 1














Iupi! pela primeira vez neva na aldeia!

Uma linda menina, de nome Dia pega nas luvas e no sobretudo e corre para a porta. Sai de casa e logo um amigo a acompanha, seu gato Pifo!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

O meu primeiro livro!

Aqui está a capa do meu primeiro livro!

A partir desta quarta-feira, vou colocar "A festa da figueira" no blog!

Todas as quartas e domingos, podes seguir as minhas aventuras com a companhia do meu gato, O Pifo!

O Miguel Carvalho e a Ana Vale escrevem a História,
O Miguel faz a ilustração!

sábado, 27 de dezembro de 2008

Bom Ano 2009!

SÍSIFO - MIGUEL TORGA

Recomeça...
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar
E vendo
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.
Miguel Torga, Diário XIII